Fórum Rio Refugia reúne pessoas refugiadas e organizações para debater acolhimento e integração no Rio de Janeiro
Título 2: Fórum Rio Refugia destaca protagonismo de pessoas refugiadas em debate sobre acolhimento e integração
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2026 - "Saímos dos nossos países porque foi preciso, mas trabalhamos, pagamos nossos impostos. Estamos construindo o Brasil com vocês". A declaração de Rama, da República Democrática do Congo, resumiu o espírito do Fórum Rio Refugia, realizado em 17 de junho, no Sesc Tijuca. Pela primeira vez integrando a programação do Dia Mundial do Refugiado (20/6), o encontro propôs uma mudança de perspectiva: discutir o acolhimento e as políticas voltadas às pessoas refugiadas a partir das experiências de quem vive essa realidade.
O evento, que con.....Organizado em parceria entre a Abraço Cultural, PARES Cáritas RJ, Sesc Rio e a Feira Chega Junto, o Fórum Rio Refugia reuniu pessoas em situação de refúgio, representantes de organizações que atuam com migração e refúgio, como
Promovido como parte das atividades do Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho, o Fórum reuniu pessoas refugiadas, , pesquisadores e instituições parceiras para debater temas como integração, acesso a direitos, empregabilidade, empreendedorismo e participação social.
A programação foi aberta com uma apresentação do coletivo feminino e latino-americano Comay Candela, seguida da mesa "Organizações civis e refúgio no RJ: um olhar a partir de experiências de pessoas em refúgio". Ao longo da conversa, participantes de diferentes nacionalidades compartilharam suas trajetórias e defenderam que pessoas refugiadas sejam reconhecidas não apenas pelas dificuldades que enfrentam, mas também pelas contribuições que oferecem aos territórios onde vivem.
Foi nessa direção que a venezuelana Maria Gabriela chamou atenção para a necessidade de romper com visões estereotipadas sobre o refúgio.
"Refugiados não são coitadinhos, mas pessoas com capacidades e potências."
As duas falas, embora partindo de experiências distintas, convergiram para uma mesma mensagem: pessoas refugiadas não querem ser definidas exclusivamente pela condição de deslocamento forçado. Reivindicam o reconhecimento de suas competências, de seu trabalho e de sua participação na sociedade brasileira.
Além da roda de conversa, o Fórum contou com um coffee break promovido pelo projeto Refúgio na Cozinha e uma mini feira com organizações que atuam na promoção dos direitos de pessoas refugiadas e migrantes, fortalecendo a articulação entre iniciativas dedicadas ao acolhimento no estado.
A criação do Fórum amplia o alcance do Rio Refugia, que chegou à sua 10ª edição em 2026. Conhecido por reunir gastronomia, música, dança, empreendedorismo e manifestações culturais criadas por pessoas de diferentes países, o evento passa a incorporar também um espaço permanente de reflexão sobre políticas públicas, integração e direitos, reafirmando que pessoas refugiadas devem ocupar não apenas os palcos e as feiras do festival, mas também o centro das discussões sobre as políticas que impactam suas vidas.
Fórum Rio Refugia coloca pessoas refugiadas no centro do debate
O evento, que con.....Organizado em parceria entre a Abraço Cultural, PARES Cáritas RJ, Sesc Rio e a Feira Chega Junto, o Fórum Rio Refugia reuniu pessoas em situação de refúgio, representantes de organizações que atuam com migração e refúgio, como
Promovido como parte das atividades do Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho, o Fórum reuniu pessoas refugiadas, , pesquisadores e instituições parceiras para debater temas como integração, acesso a direitos, empregabilidade, empreendedorismo e participação social.
A programação foi aberta com uma apresentação do coletivo feminino e latino-americano Comay Candela, seguida da mesa "Organizações civis e refúgio no RJ: um olhar a partir de experiências de pessoas em refúgio". Ao longo da conversa, participantes de diferentes nacionalidades compartilharam suas trajetórias e defenderam que pessoas refugiadas sejam reconhecidas não apenas pelas dificuldades que enfrentam, mas também pelas contribuições que oferecem aos territórios onde vivem.
Foi nessa direção que a venezuelana Maria Gabriela chamou atenção para a necessidade de romper com visões estereotipadas sobre o refúgio.
"Refugiados não são coitadinhos, mas pessoas com capacidades e potências."
As duas falas, embora partindo de experiências distintas, convergiram para uma mesma mensagem: pessoas refugiadas não querem ser definidas exclusivamente pela condição de deslocamento forçado. Reivindicam o reconhecimento de suas competências, de seu trabalho e de sua participação na sociedade brasileira.
Além da roda de conversa, o Fórum contou com um coffee break promovido pelo projeto Refúgio na Cozinha e uma mini feira com organizações que atuam na promoção dos direitos de pessoas refugiadas e migrantes, fortalecendo a articulação entre iniciativas dedicadas ao acolhimento no estado.
A criação do Fórum amplia o alcance do Rio Refugia, que chegou à sua 10ª edição em 2026. Conhecido por reunir gastronomia, música, dança, empreendedorismo e manifestações culturais criadas por pessoas de diferentes países, o evento passa a incorporar também um espaço permanente de reflexão sobre políticas públicas, integração e direitos, reafirmando que pessoas refugiadas devem ocupar não apenas os palcos e as feiras do festival, mas também o centro das discussões sobre as políticas que impactam suas vidas.
Fórum Rio Refugia coloca pessoas refugiadas no centro do debate
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Trabalho Digno - Para garantir o acesso ao trabalho seguro, o Programa de Atendimento a Refugiados vem trabalhando em conjunto com o Ministério Público do Trabalho do Rio, por meio do Projeto Ação Integrada (ProjAI), para informar as pessoas atendidas sobre como se proteger de situações de exploração no trabalho, num esforço para romper com o ciclo do trabalho escravo contemporâneo.
Uma equipe do ProjAI esteve presente na feira, distribuindo materiais informativos e realizando uma atividade interativa para testar o conhecimento dos participantes sobre seus direitos no ambiente laboral. |
Texto e fotos: Luciana Queiroz